designer – Stefanie Flörke

entrevista «cosmopolitan» fev. 2000

Objectos de
companhia
ideais?
Os essenciais na mala,
café e o
caderno
de ideias
à mão, mil
missangas
para criar
e as fotos
de dias
felizes.
Ah, e a
Cher, claro!

publicações em revistas

Criadora de colares e gargantilhas glamorosos (pelos quais nós perdemos completamente a cabeça e cartão de crédito), esta alemã vive num mundo à sua imagem: clean, requintado e sedutor.

Onde á que gosta de fazer compras?
Faço por impulso, onde calha. Quem é a sua estilista favorita? É mais uma trindade – Montana, Jil Sander e Donna Karan. A sua maior fraqueza em termos de moda é? Coleccionar sapatos. Costuma tomar pequeno-almoço? Coisa pouca, mas sobretudo bebo café. Como é um dia perfeito? Dormir com o sol e nascer com a lua. Qual é a sua palavra favorita? Experimentar. Que receita gosta mais? Amêijoas, de todas as maneiras. Qual é o seu regime de beleza? Tentar evitar os excessos. Faz exercício? Confesso que apenas ski, nas férias. O que guarda na sua mesinha de cabeceira? Um bloco de notas e uma caneta para as ideias de ultima hora. O que a acalma? Comer chocolate. Que livro está a ler? «A Senhora», de Catherine Clément. Que peça considera mais preciosa? Óculos escuros. Qual foi a compra mais extravagante que já fez? Dois relógios no mesmo dia, por ter perdido o primeiro.

Uma ideia de mau gosto é ?... Quanto mais melhor Qual é a sua obsessão pessoal mais recente? Criar bijuteria. O que a faz rir? A doida varrida da minha cadela «teckcle», Cher. Qual é o sítio preferido para estar? O meu atelier. Nesta época, que peça acha absoluta mente essencial? Um par de luvas quentinhas. Qual é o seu conjunto de roupa favorito? Um que tenha sido desenhado por mim. Que bebida gosta mais? Um capuccino no café Bovril. Qual foi o estilo que mais a influenciou? O meu circulo de amigos de Berlim nos anos 80. Qual o seu filme preferido? Lembro-me de um dos últimos que vi – «Tudo sobre a minha mãe» do realizador Pedro Almodovar. O que é que nunca vai fazer? Saltar de pára-quedas. Qual era a primeira coisa que salvava se houvesse um incêndio em casa? O meu edredon de penas. Se pudesse ir a qualquer parte do mundo, onde ia, e com quem? Descobrir o Brasil de uma ponta à outra com o Miguel (Botelho de Andrade, fotógrafo com quem partilha a sua vida).

Texto: Cristina Leitão
Fotografia: João Frazão